Congresso de Peixes atrai centenas de participantes


Apesar da inesperada queda de temperatura, o primeiro dia do 1º Congresso Brasileiro de Produção de Peixes Nativos de Água Doce e 1º Encontro de Piscicultores de Mato Grosso do Sul foi movimentado. Aproximadamente, 550 pessoas, entre estudantes, pesquisadores, especialistas e público em geral, estiveram presentes na abertura do Congresso, na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados-MS.
De acordo com Mário Artemio Urchei, presidente da comissão organizadora e chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a realização do evento é uma mostra da “relevância dessa atividade e, especialmente, da produção de peixes nativos de água doce. Espero pelo empenho, envolvimento, determinação e comprometimento de pessoas e instituições que trabalham para o fortalecimento e o desenvolvimento dessa importante cadeia produtiva, que ela venha para diversificar a matriz de produção de nosso país com sustentabilidade técnica, econômica, social e ambiental”.


Em seu discurso de abertura, Urchei ressaltou que “a aqüicultura comercial brasileira se firmou como uma atividade econômica no cenário nacional da produção de alimentos a partir de 1990, época em a produção de pescado cultivado girava em torno de 25.000 toneladas por ano. Desde então, os diversos segmentos do setor (piscicultura, carcinicultura, malacocultura e outros) têm se desenvolvido de forma bastante acelerada, de modo que, em 2000, o Brasil produziu cerca de 150.000 toneladas de pescado via cultivo, com a produção chegando a US$ 257 milhões, em 2001”.
João Scorvo, presidente da Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática (Aquabio) completa reafirmando a diversidade brasileira em produção aqüícola e que “precisamos crescer a produção de espécies nativas através do desenvolvimento técnico-científico e das parcerias com universidades, institutos de pesquisa e demais entidades”.
Dentre as tendências para a aqüicultura brasileira, os especialistas apontaram o aumento significativo na produção de peixes de água doce, especialmente das tilápias e de algumas espécies nativas; o rápido desenvolvimento do cultivo em gaiolas ou tanques-redes nos reservatórios; o aumento do uso de rações comerciais e diminuição dos cultivos realizados à base de estercos de animais terrestres; a priorização de espécies autóctones nas bacias hidrográficas mais preservadas, tais como a Amazônica e a do Paraguai; as restrições relativas ao uso e contaminação das águas doces; a dificuldade de introdução de novas espécies exóticas; o aumento no número de produtos aqüícolas processados e com valor agregado e o maior controle sanitário dos organismos aquáticos, uso de equipamentos utilizados em sistemas intensivos e atenção aos mercados externos e à exportação.
Com promoção da Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática (Aquabio), da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (Seap/PR) e da Embrapa e realização da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS) e Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), o evento tem a parceria e o apoio de diversas instituições, entre universidades, associações, empresas privadas, cooperativas e governos municipal, estadual e federal e segue até o dia 31 de agosto, sexta-feira.

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